segunda-feira, 17 de maio de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Regressão.

Cheiro de almôndegas - cachorro nas rodas - stencil - ginetes? - Fim - violão - tranca - Pessoas Que Se Orgulham De Coisas Vergonhosas - Pessoas Que Concordam - futuro?

E é daí pra pior.

domingo, 14 de março de 2010

Though we live in the same city, you live in another state far away from me and all of my unfaded charms.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Logarítimos

"Não aguento mais esse tempo incolor e inodoro escorrendo pelos meus dedos!"
E comecei a chorar. É tudo tão cruel, nascemos pelados, sem dentes e sem demais pretensões - mas aí eles nos cobrem de roupas com suas etiquetas que nos pinicam. Aprendemos a falar, andar, tudo tão rápido... e começamos a ser moldados de acordo com nossa localização geográfica. A geografia de alguns os tornam esfomeados; de outros, reprimidos; e de alguns como eu torna quem o ingressa indiferente do tempo. Não digo o tempo de números, tic-tacs e cantar do cuco, mas sim aquele que se alonga ou se apressa, dependendo de como o manipulamos. Sim, somos senhores do tempo, mas esquecemos isso e preferimos comandar um punhado de Papel Impresso.
Não existe a pior geografia, existe apenas aquela com a qual nos conformamos. Mas eu não me conformo, e isso se solidifica dentro de mim e aí aparece a cólera, que é o mal dos inconformados e é ela que os afasta dos demais. Ela pesa e machuca, mas nos traz à lucidez. Lúcidos de que ele está lá, escorrendo sorrateiramente entre nossos dedos. Deus nos deu dedos para termos a consciência dele - para agarrá-lo - mas desperdiçamos todos os milhões de anos que levamos a compreender a função dos dedos usando-os para marcar bolinhas negras com nossas canetas esferográficas no alvo papel. Porque é essa sequência de contrastes que definem nossa capacidade de ser ou não alguém no futuro. Nessa intersecção de latitude e longitude, "Ser Alguém" é coletar um grande amontoado de Papel Impresso para conseguir coisas como a Caixa de Alienação com uma grande tela plana, um Secador de Cabelos, porque temos essa desejo insaciável de acelerar o tempo, um Emaranhado de Ferro com Rodas cada vez mais veloz - para cada vez termos menos tempo para pensar. Pensar dói, porque, no fim, (se nenhum desses artifícios para acelerar o tempo se voltar contra você e acelerar o SEU próprio) acabamos carecas e sem dentes. E aí voltamos ao útero do Planeta, e não existe geografia, canetas esferográficas ou papéis impressos que consigam melhorar ou reverter nosso destino - só as lembranças, aquelas que você deixou passar pela sua mão sem cor nem cheiro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Gigantes azuis

A Madrugada a deliciava. Era silenciosa o suficiente para se fazer ouvir o som do coração da cidade. A Madrugada seria o único ítem de sua lista. Ela se esforçou para preenchê-la, mas a cor cinza lembra peixe e cheiro de asfalto e fotografias não tinham sons, então restou apenas sua Amante. E era por respeito à Ela que agora estava no parapeito deste prédio. Não queria raciocinar demais, raciocínio é a corda que amordaça a humanidade. Ela sabia que existiam asas e gostaria que lhe permitissem voar - e não existe melhor metáfora para sua libertação do que o pós-parapeito do prédio.
Expirou, inspirou - incorporou-se à brisa. O nada começava a lhe preencher. Cerrou os punhos de modo que suas unhas fincassem na palma das mãos - mas ela era o vento da Madrugada, nunca havia se relacionado tão a fundo com sua doce Amante, eram como uma coisa só - ela era a brisa na face dos boêmios e dos desgraçados, dos bandidos e dos tresloucados. Mal sentia a carne, estava pronta para o não-ser.
Um choque a puxou de volta para a carne pútrida e a insensibilidade que é o ser. Um choque, que virou calor, e então se revelou um toque.
-Senhorita, você está bem? - uma voz masculina, um tanto sem fôlego e já calejada questionou, preocupada. Ela se virou, furiosa a fitar o rosto de seu assassino. Ela diria que era uma aparência-padrão-de-homem-de-negócios, desinteressante, ordinário, mas os viu a contemplando. Tinham um brilho próprio e a olhavam com uma sincera preocupação, e ela sentiu o amor pela primeira vez em seus vinte e oito anos de existência. Não era o manipulador amor romântico, não era o egoísta amor próprio, não era o instintivo amor materno. Era apenas amor, em seu estado bruto.
Esqueceu o que havia se passado até ali, a força que a acometia era tão densa que jogava todo seu raciocínio para longe. Nadou até eles por uns bons segundos, pois percebeu que foi feita uma pergunta pela voz coadjuvante daquela constelação.
-Está calor.
E então ele deu o Olhar. A imagem está gravada nitidamente em sua cabeça, mas palavras são tão supérfluas, tão generalizadas, uma vez ela tentou colocar no papel aquela imagem: "era uma tamanha censura mesclada com inveja e verdadeira compaixão e talvez um pouco de raiva. Sem citar o onipresente amor. " mas não era suficiente. Este Mundo não é suficiente para entender a existência daquele olhar. Tamanha energia e eletricidade a fizeram descer do parapeito. Não entendeu o que as estrelas expressavam, mas sabia o que elas estavam esperando. Mas, o que faria? Falaria sobre as mordaças? Sobre o vento? Sobre a metáfora que ele acabara de impedir? Por deus, o que diria?
-A brisa da madrugada é sem igual, não? - sua voz soou desafinada e sem compasso, era apenas ela tentando recobrar as forças.
-Concordo. Tento sempre vir aqui todos os dias para senti-la, é revigorante. - e por um milésimo de segundo Aquilo desapareceu. Se satisfez com sua resposta, mas não estavam adormecidos, ainda a fitavam, agora com uma empatia animadora.
Ela era humana demais para tudo aquilo. Virou o rosto e se dirigiu à escada.
-Tomei minha dose por hoje. Vou indo. Até. - falava pausadamente, estava ofegante.
-Se cuida. - ela ainda podia sentir o cintilar das estrelas. Aquilo deve ter sido uma intervenção divina ou algo assim. Não poderia processar toda aquela informação consciente como estava, precisava dormir. Desceu as escadas com uma pressa assustadora. Esperou o elevador em pânico, apertou o três. O pânico começou a cessar - e então teve uma epifania.
Chegou em casa, prendeu os longos cabelos escuros em um coque, jogou água fria em seu rosto, comeu um pedaço de maçã, substituiu o sapato por meias coloridas e adicionou um novo ítem à sua lista: Estrelas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Questões de Compreensão

1.Defina "amor"

2.Calcule quantos pensamentos críticos lhe ocorrem em um intervalo de tempo de 24 horas em pressão ambiente. Ignore a parte fracionária.

3.Considerando a Visão Global, responda:
a)Qual o limite entre sanidade e loucura?
b)Deus existe?
c)O aborto é crime?

4.Julgue as afirmações abaixo:
I-O melhor cheiro que existe é o de chuva
II-Mentir é errado
III-Ser magro é ser bonito
IV-Consumir é o melhor remédio
V-Capitu traiu

considerando suas respostas:
a)IV e II estão certos
b)Todos estão certos
c)II, II e I estão certos
d)Apenas V está certo

5.Faça um gráfico relacionado às suas expectativas de vida de acordo com o tempo que lhe resta.

6.Calcule quanto tempo leva para curar um coração partido. Dados: pi: 3,14 ; habitantes terrestres: 6,15bi. Divida seu resultado por 10

7.Quantos amigos ao longo da vida terá um homem de 1,72m, pesando 80kg, com temperatura corporal 37C e QI 100?

8.Considerando log²=0,3, crie uma equação para a paz.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Why music matters

" I expect you to save the planet. If there is a future wave of wellness on this planet, of harmony, of peace, of an end to war, of mutual understanding, of equality, of fairness, I don’t expect it will come from a government, a military force or a corporation. I no longer even expect it to come from the religions of the world, which together seem to have brought us as much war as they have peace. If there is a future of peace for humankind, if there is to be an understanding of how these invisible, internal things should fit together, I expect it will come from the artists, because that’s what we do. As in the concentration camp and the evening of 9/11, the artists are the ones who might be able to help us with our internal, invisible lives.”

O texto inteiro está aqui. E eu deixo as explicações com a Amanda.